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Explosão em hotel na capital do Paquistão deixa 40 mortos
Polícia suspeita de atentado terrorista com carro-bomba.
Equipes de resgate dizem que número de mortos pode aumentar.




Um possível carro-bomba causou uma enorme explosão fora do hotel da rede norte-americana Marriot, na capital paquistanesa, neste sábado, e pelo menos 40 pessoas morreram, informou um chefe de polícia local.



O ataque aconteceu pouco depois do novo presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, ter feito seu primeiro pronunciamento em uma sessão conjunta do Parlamento do país. Ele prometeu que o Paquistão não tolerará qualquer invasão de seu território em nome da luta contra o terrorismo.



"Um carro cheio de explosivos invadiu o Marriot e até agora já tiramos de lá 40 corpos, mas o número poderá ser bem maior", disse o chefe de polícia, Ashgar Raza Gardazi.





Reuters
Explosão destruiu fachada do hotel Marriot de Islamabad (Foto: Reuters)A polícia afirmou que pessoas ainda se encontram presas no hotel. Uma grua foi trazida para tentar tirar as pessoas do local. Focos de incêndio começaram em pelo menos dois locais do prédio e se espalharam para outras partes do hotel, que tem 290 quartos e está perto do centro da cidade.



A explosão fez cair o teto de uma sala de banquete em que cerca de 200 a 300 pessoas jantavam para quebrar o jejum do mês sagrado do Ramadã. Entre eles, estava Imtiaz Gul, jornalista.



"Nós só pensamos em correr para nos proteger. Eu consegui ver um monte de pessoas feridas deitadas no chão em volta de mim", disse Gul.





Destruição
A explosão fora do Marriott foi a maior a acontecer em Islamabad e destruiu dezenas de carros que estavam na rua em frente. O força da detonação foi tão grande danificou janelas e prédios distantes centenas de metros do hotel, cuja sede da rede está nos Estados Unidos.



A explosão abriu uma enorme cratera na rua perto das barreiras de segurança do hotel. A rua foi tomada por destroços, pedaços de árvores e fumaça.



O hotel, popular entre estrangeiros, já foi atacado duas vezes, mas a explosão da noite de sábado foi a mais séria na capital paquistanesa desde que o país se uniu à campanha liderada pelos Estados Unidos contra o terrorismo.


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Agente morto teria sido confundido com outro policial
PM tinha sofrido tentativa de homicídio, há três meses.
Suspeitos foram reconhecidos e indicaram mais três criminosos.

Daniella Clark
Do G1, no Rio
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Os criminosos que executaram o inspetor da polícia civil Sandro Luiz Gonzaga Fernandes Marques, de 35 anos, teriam confundido seu carro com o do policial militar reformado Carlos Andrade de Souza, que foi atacado pelo mesmo grupo há três meses, quando sofreu uma tentativa de homicídio. Sandro teria sido morto ao ser reconhecido como policial. A polícia não descarta, no entanto, a hipótese de tentativa de assalto.



O agente, que levou mais de dez tiros, teve seu corpo reconhecido neste sábado (20). Dois suspeitos foram detidos e indicaram o nome de mais três criminosos que estariam envolvidos no crime e estão sendo procurados pela polícia.



"Esse policial militar, por sua atuação bastante intensa tempos atrás, quando estava na ativa, sofreu uma marcação por parte do tráfico. Em determinada ocasião, ele sofreu uma tentativa de roubo, em que ficou conhecido o veículo que ele utilizava, um Meriva preto. A partir daí, quando passava um veículo com aquelas características naquela localidade, eles faziam a abordagem com a intenção de localizar esse policial militar reformado", explicou o delegado Carlos Eduardo Almeida, titular da 21ª DP (Bonsucesso).



"Num primeiro momento, ele foi interceptado por engano. E foi morto por ser identificado como policial, sendo executado covardemente e sumariamente por esses meliantes".

Sandro era neto do cantor e compositor Luiz Gonzaga e estava desaparecido desde a madrugada de sexta-feira (19), quando deixou um amigo em casa, por volta das 5h, na Ilha do Governador. Segundo a mãe de Sandro, Rosa Gonzaga, o policial planejava pedir exoneração da polícia para fazer um documentário sobre o avô.



Seu carro, um Meriva preto, foi encontrado nas proximidades da Favela Nova Holanda, no Complexo na Maré, ainda na sexta-feira (19), o que levou a polícia a realizar buscas na comunidade em busca do agente desaparecido.